Guarda compartilhada como funciona na justiça de Itajaí?

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Guarda compartilhada como funciona na justiça de Itajaí?

Guarda compartilhada como funciona na justiça de Itajaí?

Entender como funciona a guarda compartilhada é uma das maiores preocupações de pais e mães que decidem seguir caminhos separados em Itajaí. Com a evolução das leis e do próprio entendimento dos tribunais, o foco saiu da disputa entre adultos e se voltou totalmente para o bem estar da criança. Se você reside na nossa região e está passando por esse processo, saiba que o Poder Judiciário de Santa Catarina tem diretrizes bem claras para garantir que os filhos mantenham um vínculo saudável com ambos os genitores.

O que é exatamente a guarda compartilhada

Diferente do que muita gente pensa, a guarda compartilhada não significa que a criança deve morar metade do tempo em cada casa, como se fosse um pacote sendo transportado. O termo “compartilhada” refere se à responsabilidade sobre as decisões da vida do menor. Na prática, isso quer dizer que o pai e a mãe devem decidir juntos sobre a escola, tratamentos médicos, viagens e até atividades extracurriculares.

A justiça de Itajaí segue a regra nacional estabelecida pela Lei 13.058 de 2014, que determina que a guarda compartilhada deve ser a prioridade, mesmo que não haja acordo entre os pais. O juiz só não a aplicará se um dos genitores declarar que não deseja a guarda ou se houver algum impedimento grave que coloque o menor em risco.

Como o processo tramita no Fórum de Itajaí

Os processos de família em nossa cidade correm nas Varas da Família localizadas no Fórum, na Rua Uruguai. O procedimento costuma seguir algumas etapas fundamentais:

  1. Petição Inicial: Onde se expõe a situação da família e o desejo pela modalidade de guarda.

  2. Audiência de Conciliação: Um momento crucial onde se tenta um acordo amigável. É aqui que um advogado de família em Itajaí desempenha um papel vital, buscando mediar conflitos para evitar que o processo se arraste por anos.

  3. Estudo Social e Psicológico: Em muitos casos, assistentes sociais e psicólogos do tribunal realizam visitas e entrevistas para entender a dinâmica familiar.

  4. Parecer do Ministério Público: O promotor de justiça analisa se os direitos da criança estão sendo respeitados.

  5. Sentença: O juiz decide sobre a guarda e a regulamentação de convivência.

É importante destacar que, mesmo na guarda compartilhada, define se uma “residência base”. Isso serve para dar estabilidade e referencial para a criança, evitando que ela perca o senso de rotina.

Tabela Comparativa: Guarda Compartilhada vs. Guarda Unilateral

Para facilitar a compreensão das diferenças práticas no dia a dia jurídico, preparei a tabela abaixo:

Característica Guarda Compartilhada Guarda Unilateral
Tomada de Decisões Conjunta entre pai e mãe Apenas pelo genitor guardião
Residência do Filho Uma base fixa (geralmente) Casa do genitor guardião
Direito de Convivência Amplo e flexível Períodos determinados (visitas)
Pensão Alimentícia Mantida conforme a necessidade Mantida conforme a necessidade
Vínculo Afetivo Estimula a presença de ambos Pode gerar distanciamento de um dos pais
Aplicação na Justiça É a regra geral da lei Exceção para casos específicos

Mitos comuns sobre a guarda em Itajaí

Um erro muito frequente é acreditar que na guarda compartilhada não existe o pagamento de pensão alimentícia. Isso é um equívoco perigoso. A pensão é calculada com base no binômio necessidade e possibilidade. Como a criança costuma ter uma residência principal onde os custos fixos são maiores, o outro genitor continua obrigado a contribuir financeiramente para o sustento do filho.

Outro ponto que gera dúvidas é a distância geográfica. Mesmo que um dos pais more em outra cidade, como Balneário Camboriú ou Navegantes, a guarda compartilhada ainda é possível e recomendada. A tecnologia hoje permite que o compartilhamento das decisões ocorra por chamadas de vídeo, grupos de mensagens e e-mails, mantendo a participação ativa de ambos.

O papel do especialista no Direito de Família

Lidar com questões que envolvem filhos exige sensibilidade e uma estratégia técnica apurada. O ambiente forense pode ser desgastante, e ter alguém que conheça a fundo os procedimentos das varas locais faz toda a diferença no tempo de resposta do processo.

Dados recentes do IBGE mostram que a guarda compartilhada já é a realidade em cerca de 45% dos divórcios judiciais no Brasil, superando pela primeira vez a guarda exclusiva materna. Isso reflete uma mudança de mentalidade na sociedade e também nos juízes catarinenses, que buscam cada vez mais a igualdade parental.

Ao buscar um profissional qualificado, você garante que os interesses do seu filho sejam colocados em primeiro lugar, evitando que traumas da separação interfiram no desenvolvimento dele. Um bom advogado em Itajaí saberá conduzir o caso de forma que a convivência seja equilibrada e justa para todas as partes envolvidas.

Custos e Investimentos em 2026

No cenário jurídico atual de Santa Catarina, os custos de um processo de guarda variam conforme a complexidade. Além das custas processuais do Tribunal de Justiça (TJSC), existem os honorários advocatícios. A tabela da OAB/SC serve como um referencial mínimo para garantir a qualidade do serviço prestado. Investir em uma assessoria jurídica de qualidade não é apenas um custo, mas uma segurança para o futuro da sua família, evitando revisões judiciais constantes por acordos mal redigidos.

Os valores podem variar dependendo se o processo é consensual (amigável) ou litigioso (quando há disputa). Processos amigáveis tendem a ser mais rápidos e financeiramente mais acessíveis, além de preservarem muito mais a saúde emocional das crianças.

Considerações Finais sobre a Convivência

A guarda compartilhada exige, acima de tudo, maturidade. O foco deve ser o “melhor interesse do menor”, princípio constitucional que rege todas as decisões dos juízes em Itajaí. Se os pais conseguem manter um diálogo mínimo funcional, a criança cresce sentindo se amparada e amada por ambos os lados, o que é fundamental para sua formação psíquica.

Lembre se que a justiça está disponível para garantir direitos, mas o cotidiano da convivência é construído no respeito mútuo. Se houver dificuldades na comunicação, a mediação familiar pode ser uma ferramenta poderosa para ajustar os detalhes do dia a dia sem a necessidade de novas brigas judiciais.

Este conteúdo foi desenvolvido para guiar você nesse momento delicado. A informação correta é o primeiro passo para uma transição familiar tranquila e dentro do que a lei exige.

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